domingo

31 de Março, 2013

Estou chateado.

Eu não sabia que por simplesmente ter amigos, ou sair há noite, o meu irmão e o meu melhor amigo Hugo iam a começar a excluir-me lentamente. Estando sempre habituados a sermos só os 3, e estes 2 começaram primeiro por fazer piadas sem piada sobre "ser social", tudo bem, mas com o tempo começaram a fazer coisas e a assumir que eu não tinha tempo ou que não queria estar com eles. Começaram a tirar esse tipo de conclusões precipitadas. Passam a tarde a jogar League of Legends sem me perguntar se quero jogar.

Eu nem sei se eles próprios notam nisto.

Antes eu e o Hugo éramos ligeiramente mais chegados do que o Rodrigo,  mas era por causa da idade. Com o tempo o Rodrigo cada vez mais adaptou-se à nossa maneira de ser, e agora é assim.
Têm honra em serem pouco sociais, e nisso eu não estou incluído.

Se eles querem ser assim, então está bem. Eles que fiquem assim, e que sempre que alguém se afaste do Hugo um pouco que seja, ele que pense que essa pessoa não quer saber mais dele, terá muitos amigos.

Talvez eu esteja um bocado chateado só.
Mas não gosto que o meu melhor amigo me exclua como se já não fossemos melhores amigos só porque eu tenho mais amigos para além dele.

(there, have your gossip.)

Amumu - personagem de league of legends.

sábado

30 de Março, 2013

Nada acontece, o que quer dizer:

Discutir umas ideias! yay!

Ohhh, não, infelizmente hoje não vão poder cuscar na minha vida super interessante e cheia de aventura e drama.

Temaaa do dia:

Racismo!

Racismo. Como combate-lo? Ignorar completamente o que vemos há nossa frente! Exemplo:

Idiota n.1: "Lembras-te da Laura?"

Idiota n.2: "Errr... Quem era mesmo?"

Idiota n.1 "Alta, olhos azuis, loura."

Idiota n.2 "Ah, sim, aquela gaja boa como o caraças."

Qual é o mal nisto? Nenhum.
E agora:

Idiota n.1: "Sabias ontem comi uma gaja, a Bruna."

Idiota n.2: "ah, já não me lembro quem era..."

Idiota n.1 "Era aquela gaja preta."

Idiota n.2 "Hey, não sejas racista."

Eh? Mas que raio é que esse "idiota n.2" tá para ai a falar?! É uma característica física! Sim, é uma gaja preta! A pele dela é mais escura que a dos brancos, e provavelmente é de outra cultura. Tal como uma pessoa com olhos azuis têm os olhos diferentes das pessoas com olhos castanhos.

Vamos ver outro caso:

Palerma n.1 "A Bruna é mesmo toda boa. Não achas?"

Palerma n.2 "Eh.. Gajas pretas não fazem o meu estilo."

Palerma n.1 " Hey! Não sabia que eras racista!"

Cala-te, "palerma n.1". Pensem sempre na relação "olhos azuis" com a relação "pele escura" quando estiverem nestes casos. Para mim, é a mesma coisa.

Ás vezes até nem faz mal fazer-se umas piadinhas! É como as piadas de loura, toda a gente sabe que quando se fala de loura, é só uma maneira facil de dizer "menina bonitinha de pai rico e muito snob", e, dependendo das piadas de preto, também só se quer dizer aqueles "gunões thug life gangsters foleiros", mesmo que toda a gente que os pretos são como os brancos.

Nunca se ouviu falar de descriminação de outras característica para além de raça, e acho que o problema é que estamos um bocado na situação em que depois de todos os problemas com o racismo, a sociedade ainda está um bocadinho cautelosa demais com não ser racista, acabando por ser como se fossem dois amigos um pro outro "ei, desculpa meu, sem ressentimentos, desculpa lá cena" como se ainda houvesse tensão entre os dois.

Mas, o pior é que, a sociedade ainda está muito habituada a ser assim, os pretos também estão habituados a como se ser tratado assim fosse a maneira não racista. Então, tanto como o "idiota n.2" e o "palerma n.1" acham aquela maneira de ser racista, mesmo que não seja, um preto também pode achar racista, e se sentirá descriminado. No final, a culpa não é de ninguém  é da simples evolução das coisas, muitos foram habituados que aquilo ou aquilo é racista, mesmo que não seja, TAL como muitos foram habituados que os pretos são maus, e deviam ser massacrados, vai dar tudo no mesmo. O que acaba por dizer que as pessoas prestam mais atenção á maneira como foi criadas do que ao seu raciocínio  Não pera, o raciocínio é que é influenciado pela maneira como fomos criados. Uh oh,  aqui vou eu em mais um longo raciocínio pela logica humana... E é assim que a minha mente funciona.

It's all folks!"

sexta-feira

28 de Março, 2013

Hey, ola pessoal! (Estou mesmo a ficar sem entradas novas.)

Más noticias. Parece que não vamos voltar para casa estas férias.
Sinto falta de ter uma casa aconchegante, a minha casa. Sem ser um mini T1, ou um apartamento meio mobilado, ou viver com os meus tios.

Mas bem. 

Nem sei o que dizer neste post... Escrevo porque tenho de escrever...

Random Subject Time I suppose.

É tão estranho ás vezes quando mesmo tendo mais amigos, me sinto sozinho. Parece que me falta alguma coisa... E posso dizer que são amigos verdadeiros.
Vou me convencer que não preciso de ninguém para viver. E ontem cheguei a uma conclusão. Eu digo que não preciso de ninguém para viver, porque aprendi a conviver comigo próprio, mas talvez eu seja assim, porque eu nunca tive muita gente com quem conviver...
Talvez seja mesmo aquela coisa de nunca ter tido muita chance "with the ladies". Malditas hormonas, a tentar meter-se na minha mente.

E Acho que vou tentar fazer a minha arte de uma forma menos egocêntrica, talvez tenha mais sucesso.

Tão xau, tudo por hoje. 

 - To keep up the fun, comment! -

quinta-feira

27 de Março, 2013

Então pessoal.

Parece que o ultimo post ainda não tem comentários... Que é uma pena pois eu pus a porcaria dos comentários para até um palerma que calha no meu blog sem querer pode comentar.

Mas hey - no stress bros.

Hoje tenho um tema, pelo menos para mim, bastante interessante. Vou fazer uma reflexão da minha evolução como pessoa, personalidade e estilo.

(1 Giant Leap - Braided Hair )

"I have to tell everybody about myself". Eu era um pequeno miúdo quando tudo começou ( claro ) Aquela imaginação de miúdo que tudo aquilo que viaja na nossa cabeça é verdade. Tudo aquilo que vemos, sentimos, ouvimos e no fim raciocinamos e imaginamos torna-se verdade. No fundo, tudo é tão bonito, fantástico, e perfeito, totalmente forjado pela nossa cabeça, que por si é forjada pelo tal tudo aquilo que tiramos do mundo.
Como criança, eu ouvia o que o meu pai punha na aparelhagem durante as manhãs de Sábado, "1 Giant Leap" e agora eu vejo como isso me fez gostar daquelas coisas que nos tocam de fundo, aquela sensação daquela musica bastante ambiente, "atmosférica", que noz faz ficar naquela sensação "Nirvana" (não a banda).
Claro que ouvia bastante mais coisas, mas sempre naquele sentido bastante Jazz fusão, e isso agora, que eu cada vez analiso mais a minha vida e descubro tanto sobre mim mesmo, é bastante esclarecedor.

Muito mais que me influenciou como criança? Provavelmente Peter Pan. Ha, mas não como vocês pensam. Na minha cabeça Peter Pan era muito mais que um conto, era um mundo, uma dimensão perfeita, completamente fantástica, etereal. Um mundo cheio de natureza, criaturas, e bastante diversidade cultural, onde se podia VOAR. Voar é práticamente o simbolo da liberdade. Ahhh, Liberdade, com um L bem grandinho, a coisa mais importante para mim. No fundo era uma coisa extremamente mais séria do que eu vejo quando olho para o Peter Pan agora, era a minha versão dele, ou pelo menos o que a minha cabeça cheia de imaginação tirou dele na altura.

Outra coisa que também se olharem hoje vão ver como um simples jogos, mas eu via como versões do mundo, sitios fantásticos - como criança, o real e o irreal é indistinguível, e isso trás tanta felicidade - esses jogos eram:

- Oddworld Series;

- Sheep Dog 'n' Wolf;

- Rayman;

- Crusader of Centy;

Oddworld, um mundo de "aliens" com criaturas aterrorizantes, mas também cheio de misticidade do mundo dos espíritos, sem dúvida um jogo cheio de arte, com um personagem extremamente bem feita, o "Abe", que tem poderes de controlar outras criaturas através duma espécie de meditação. Mais uma das coisas que me influenciou bastante na adoração de mundos estranhos.


Sheep Dog 'n' Wolf, haha, um jogo sobre Ralph, o primo do Coiote dos Looney Tunes. Muitos pensam que Ralph é o Coiote, mas não. Ralph é um lobo, e ele rouba ovelhas de Sam, em vez de perseguir o "beep beep".


Mas o mais interessante, é que ao contrário do estilo de Looney Tunes, este jogo torna Ralph num personagem cool, cheio de ideias, original, e de uma certa forma o jogo não parece tão criançola como os Looney Tunes.
O jogo é cheio de um "soundtrack" com uma fusão jazz/rock/funk, que o torna num jogo bastante mais cheio de estilo do que os Looney Tunes, e por isso influenciou bastante o meu gosto musical. Ouçam aqui algum soundtrack. (Se o Cacciari estiver a ler isto, então era só para dizer que esta era a música que eu estava a ouvir em tua casa e tu disseste que tava fixe XD)



Rayman, esse sim, influenciou muito. O estilo dele era completamente retratado num mundo também bastante "Nirvana", fantástico, e junto com a sua musica igualmente descrita, dava um efeito bastante "mocado" a um miúdo novo como eu era. Para quem procurar este jogo, de todos os jogos do Rayman, é o primeiro que saiu.
Facto interessante, os outros jogos de Rayman não são nada assim. E nisso, Michel Ansel, criador de Rayman, concorda. Aliás, bastante recentemente, saiu um novo jogo de Rayman, "Rayman Origins", que é bastante no estilo do 1º jogo, mas infelizmente com um soundtrack bastante mais fraco (e Michel lamenta-se disso, dizendo que não conseguiu que o compositor do 1º jogo aderi-se ao projeto).
Obviamente, logo que descobri isso, comprei o jogo, e já o acabei. Bastante fixe, mas já não é como quando era uma criança.



Crusader of Centy, esse foi provavelmente uma das histórias mais bonitas que já vi num jogo, e tocou-me como nenhuma outra na altura, e até hoje. Ele muda a visão duma pessoa ao jogar RPGs clássicos.
Eu nem vou estragar.



Bem, eu nem sequer joguei estes jogos quando era criança, eu via o meu pai jogar, e chateava-o para jogar, por isso, era como se fosse um filme, mas contada como um livro, pois todos os dias, ele jogava cerca de uma hora, e era como se fosse um capítulo, e praticamente  jogos foram o que moldaram a minha infância. E é por isso que eu adoro jogos, e gosto de coisas num sentido mais artístico, e que mexam com a minha mente.

"It's just a game."

Ah, sim, e depois de ver tantos mundos diferentes e fantásticos, cheguei a uma conclusão:
O nosso mundo também é fantástico, bonito, misterioso, etereal, perfeito, e de uma certa maneira, algo em mim me faz sentir errado ao não estar em completo estado natural, e só vou encontrar a total paz quando estiver.

Essa é a lição que a minha vida me deu, e que eu vos dou.

Agora comentem neste ou no outro post anterior.

quarta-feira

26 de Março, 2013

Hey! Desculpem ter feito poucos posts, mas tento sempre faze-los no final do dia, para, bem, poder falar sobre o meu dia. Mas parece que isso está a interferir com a minha rotina, e tenho feito poucos posts:

Fim do jantar, jogo de League of Legends, fica tarde, pouco tempo para fazer o post.
E não digam para eu mudar a minha hora de LoL.

Bem, então eu tenho que ir para a cama daqui a bocado, por isso eu vou fazer este post com uma finalidade simples:

Discussão!

C'mon! Toda a gente a comentar!

Tema do dia: A minha ideia, um bocado teórica do post anterior. Vamos ver se resulta... Não tenho tido muitos comentários...
Por isso eu vou começar por perguntar, se concordam, ou não concordam, e porquê.
Esperemos que tenham boa nota a Filosofia.

Seja o primeiro! (ou veja se já tem comentários.)

segunda-feira

24 de Março, 2013

Preparem-se, esta é forte.
Vou-vos mostrar o meu sonho, o que eu desejava que a humanidade evoluísse para.
(ouçam isto enquanto lêem, e com fones.)

Não há corrupção, não há poluição, não há crime, não há guerra. Simples comunidades, caçam, procuram comida, plantas, ninguém trabalha. crianças brincam, jovens cantam, dançam, amam-se.
Pouco stress. não têm que trabalhar amanhã, só passear pelas montanhas, com o ar mais puro que as pessoas de hoje já viram. a paisagem é linda. Há noite, festeja-se ao lado da fogueira. Toca-se umas músicas, vêem se umas estrelas, daqueles céus estrelados que já são capazes de ter visto uma vez.
Ocupam-se os tempos com isto. Não há razão para haver guerra, nem luta, é tudo tão simples.
Simples.



Não há regras, que se siga a moral básica, uma ética.
Aqui a produtividade é criar, inventar, ferramentas, instrumentos, armas de caça.

Cultiva-se as histórias, os mitos, os mistérios. É como se fossemos todos crianças de novo.
Só se idolatra a natureza. Não temos pecados, não estamos a destruir a terra, não estamos numa guerra, o homem não se mata, não se detesta, só há razão para amar.
NÃO conhecemos o humano mais como se fossemos aquele parasita do planeta.



Olhem para vocês agora. O que somos hoje. O que temos ainda por fazer para amanhã, aquele trabalho da escola sobre a guerra dos 100 anos, aquela coisa horrivel, criada pelo homem. Ou então aquela inspeção que amanhã vai fazer aquela fábrica, para ter a certeza que não está a destruir completamente o ambiente.
Tantas centenas morrem por dia. CRIME. GUERRA. TORTURA.

Mas isso não acontece, porque vivemos todos em pequenas comunidades, pacificamente, sem problemas.

Vão acampar. Olhem para as montanhas. O céu estrelado.
Se não concordarem que esta ideia é melhor que o que somos hoje, então ok.
Mas não se queixem do que somos hoje. Nem do que seremos amanhã, porque não vejo coisa melhor a fazer.



Ainda por cima, como está a ler isto na Internet quer dizer que faz parte da pequena percentagem de pessoas que têm a vida minimamente confortável.

Se todos quiséssemos isto, acontecia. Porque. É. Tão. Simples.


E se não quiserem estragar o "mood", não leiam o que está a seguir:
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O mundo é como o windows. Passamos do funcional windows XP, para o bonitinho e cheio de bugs Windows Vista.

sábado

22 de Março, 2013

Ah. Hoje estou contente.

E o tema do dia é:

O choque e a mudança.

Até parece que me atingiu uma segunda puberdade. Antes, eu sentia que era o único diferente no mundo. Sentia-me sozinho, como se ninguém me compreendesse. O único que gostava de musica para além de pop; O único que tocava um instrumento; O único que não queria saber de festa e fofoquisse geral; O único que me dedicava a algo. É óbvio que não é comum um miúdo de 12 / 13 anos pensar assim.

"o Brasil é cheio de gente diferente, multi-cultural, e facilmente ia encontrar gente como eu!" pensava eu.
Não posso dizer que não, pois conheci pouca gente, mas mesmo assim, as pessoas não são tão diferentes como eu pensava. Este estilo mais "hipster" que eu procurava até é um bocado mais comum na Europa, Portugal é só uma excepção -.-

Mas no final, quando voltei, é que tudo mudou em mim. Desde que conheci a minha turma, especialmente o Diego, finalmente depois de tanto tempo, sou eu mesmo, parece que o meu interior finalmente libertou-se e tornou-se exterior, no fundo, virei-me do avesso.
Falo de música, toco em conjunto, comparo desenhos, partilhamos o diário gráfico entre a turma. E depois de tanto tempo, voltei a deixar o meu cabelo crescer. Sarcasticamente, o meu cabelo transmite sempre o meu estado atual: Começou a ficar mal e desgrenhado quando era da turma antiga, o que me obrigou a mantê-lo curto, (esconder o meu eu). Agora, é longo, e doido, como eu.
Para além disso, é a primeira vez que me torno ligeiramente social. Conheço gente, saio bastantes vezes, tanto que ontem saímos com um guitarrista que o Cacciari conheceu.

Este este tipo de surpresas que me fazem pensar que é impossível prever a vida. Vou dar alguns exemplos de coisas que eu nunca pensaria que aconteceriam:

Eu queria tocar um instrumento. 1 mês depois comecei a tocar baixo. 1 ano depois juntei-me a uma banda.

Nós nunca imaginámos que fossemos mesmo emigrar para o Brasil. É daquelas coisas que surgem e depois ignora-se. E muito menos que voltaríamos em menos de um ano.

Eu nunca pensei que fosse mesmo encontrar gente com quem eu pudesse-me relacionar. Talvez no Brasil? Não, o contrário. Quando eu voltasse, que era uma coisa que também não contava.

Quem sabia que eu ia ter melhor notas quando entro a meio do 10º. ano, do que no resto dos anos todos?

Curso de multimédia? E se de repente prefiro o curso de artes?

Invejava os amigos do meu pai. Dizia que não existia gente assim para além deles.

Que é que espero eu do futuro agora? Já descobri à algum tempo que comigo é tudo bastante imprevisível.
 Aliás, é esse o objetivo do meu blog, explicar estas cenas doidas que me acontecem.